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terça-feira, 22 de novembro de 2016

Douglas C-47 Dakota




C 47 com as cores da Aeronáutica Militar
 
Construídos na norte-americana Douglas Co. o C-47, versão militar do DC-3 também conhecido por Dakota, constituiu durante a segunda guerra mundial o avião transportador por excelência, equipando a totalidade dos países aliados, tendo inclusivamente sido construído na U.R.S.S., onde foi designado por Lisunov Li-2.

Em Portugal o seu percurso iniciou-se em 1944, com a utilização pela Aeronáutica Militar de uma unidade norte americana que aterrou em Lisboa, devido a uma emergência.

As 29 unidades utilizadas até 1976 foram intensivamente operadas nos territórios africanos, estando associados a alguns acidentes de extrema gravidade, ocorridos antes e após o eclodir dos combates.

27 de janeiro de 1948

Embora se trate de um avião civil, o facto de ser tripulado por ex-oficiais da Aeronáutica Militar e da Marinha, leva-nos a inclui-lo na listagem.

Um Douglas C-47A-50-DL, oriundo dos stocks da USAAF onde tinha o número 42-24171, pertencente à frota da TAP - Transportes Aéreos Portugueses, matrícula CS-TDB, despenhou-se na noite do dia 27 num terreno situado próximo do Monte da Caparica.

O avião comandado pelo Capitão Piloto Aviador Benjamim de Almeida, e tripulado ainda pelo 1º Tenente da Aviação Naval Rui de Barros e Brito e o radio telegrafista Luís de Sousa Figueiras, estava a ser utilizado para treino de aterragens noturnas de emergência, quando por motivos desconhecidos terá tido problemas com o funcionamento dos motores. Uma eventual tentativa de aterragem de emergência correu mal, tendo-se o avião partido em vários pedaços com a morte dos três infortunados tripulantes.



Avião sinistrado - Crédito Voa Portugal - portal da aviação portuguesa

C-47 acidentado com a matrícula inicial
12 de abril de 1959
Um avião Douglas C-47A-80-DL, com o número do fabricante 19773, e anterior matrícula da USAAF 43-15307 equipado com dois motores Pratt  Whitney R-1830-92, comumente conhecido por Dakota, com a matrícula da Força Aérea Portuguesa 6150, despenhou-se cerca das 04h00 da madrugada no rio Tejo, perto da Parede, após ter descolado do aeroporto da Portela, com destino a Angola.

Envolvido num exercício militar que se destinava a fazer deslocar para Angola um número significativo de aviões militares, o C-47 que se despenhou era o avião utilizado para transportar, para além dos militares envolvidos no acidente, os recursos financeiros destinados a suportar a operação Himba.
No desastre faleceram: Tenente Coronel António Brandão Calhau; Capitão Edgard Rubi Mourão Marques; Tenente Jorge Augusto Amaral Coelho; 2º Sargento Miguel Joaquim Cerveira Pinto; 2º Sargento Joaquim Rodrigues Pereira Rocha; Capitão Orlando Parente Maia Marques; Tenente Eduardo Beires do Vale; 2º Sargento Alberto Lopes; 2º Sargento Cristóvão do Carmo Lourenço; 1º Cabo Albino Carvalho Rodrigues e 1º Cabo Belarmino Garcia Pinto.
 10 de novembro de 1961
Devido a erro humano -voo a baixa altitude com elevada temperatura ambiente (cerca de 40º) turbulência e turbulência caraterística da hora e área em questão.....voltas efetuadas a baixa altitude e exagerado pranchamento (AHFA, Processo de Segurança de Voo - relatório do acidente)-, despenhou-se no Chitado em Angola o C-47A-50-DL com a matrícula FAP 6154 e registo USAAF 42-24187, provocando a morte de todos os seus ocupantes:
General Carlos Miguel Silva Freire; Brigadeiro Aviador José da Silva Correia; Ten. Coronel João de Oliveira Marques; Ten. Coronel João Horta Galvão Ferreira; Ten. Coronel José Eugénio Borges; Ten. Coronel Luís Jorge Tedeschi Seabra; Major Carlos Mota de Oliveira; Major Jesofete Monteiro de Figueiredo; Capitão António André Pombo e Costa; Capitão Piloto Francisco Fernandes de Carvalho; Tenente Piloto José Manuel Boavida Chagas; Alferes Piloto Arnaldo Luzia da Silva; 1º Sarg. Domingos de Oliveira Neiva; 2º Sarg. António Rodrigues; 1º Cabo Manuel Freire Martins e os civis João Manuel de Oliveira Marques; Frederico Vilhena Luís Serrano e o fotógrafo Carlos Maia.
 11 de março de 1968
Em Mueda - Moçambique, despenha-se o C-47A-20-DK, com a matrícula FAP 6167 e o registo USAAF 42-108917, tendo falecido, o Tenente Piloto aviador Jorge de Freitas Ferreira Gouveia, o 2º Sarg. MMA António Rosado Morgado e o 1º Cabo MMA Fernando Carvalho Castro.

8 de janeiro de 1974

É perdido em Vila Cabral, Moçambique o C-47B-1-K com a matrícula da FAP 6162 e o registo USAAF 43-48318.
Perdem a vida no acidente o Alferes Piloto João Francisco Esteves, o Capitão Piloto aviador Heitor Rodrigues de Vasconcelos e o 1º Cabo MMA Casimiro de Jesus N. Agostinho. (Este acidente necessita de confirmação quanto às vítimas)

Bibliografia consultada e recomendada 

  • Abecasis, José Krus - Bordo de Ataque – Memórias de uma caderneta de voo e um contributo para a história, I e II volumes - Coimbra Editora – 1985
  • Abreu, Luísa e Ventura, Pedro - De Havilland DHC-1 Chipmunk – 60 Anos de Memórias – FAP
  • Andrade, John M. - Spanish and Portuguese Military Aviation - Midland Counties Publications - 1977
  • C 212 Aviocar, Ao Serviço de Portugal desde 1974 -  Esquadra 401 – FAP – 2011
  • Cann, John P., Plano de Voo Á Africa, O Poder Aéreo Português na Contrassubversão 1961-1974, Comissão Histórico-Cultural da Força Aérea, Maio 2017
  • Cardoso, Edgar Pereira da Costa - História da Força Aérea Portuguesa - volumes I, II e III – Edição Cromolor – 1981/1984
  • Cardoso, Adelino - Aeronaves Militares Portuguesas -  Essencial, 2000
  • Cardoso, Adelino - Aeronaves Militares Portuguesas, Cem Anos de Aviação em Portugal - Fábrica das Letras, Lda. – 2009
  • Carvalho, António C. Mimoso e Tavares, Luís Armando Duarte - Fiat G91 20 Anos na Força Aérea Portuguesa -  Edição dos autores
  • Coutinho, Alexandre e Garcez, André e Mata, Paulo - F-16 Falcões e Jaguares - Edição Autores – 2011
  • Coutinho, Alexandre - Alouette III na Força Aérea - Contra a Corrente - 2013
  • Dez Décadas de Força Aérea – Centenário da Aviação Militar Portuguesa – Comissão Histórico-Cultural da Força Aérea - By the Book – 2016
  • Domingues, Rui e Ferreira, José e Araújo Filipe - T – 6 Lusitanos - Núcleo de Modelismo de Espinho – 2011
  • Fraga, Luis Alves, A Força Aérea na Guerra em África – Angola, Guiné e Moçambique, 1961-1974, Editora Prefácio, 2004
  • Granja do Marquês – Berço da Aeronáutica Militar Portuguesa, Força Aérea Portuguesa, 2009
  • Lopes, Mário Canongia e Costa, José Manuel Rodrigues - Aviões da Cruz de Cristo, 75 anos da Aviação Militar em Portugal – Dinalivro – 1989
  • Lopes, Mário Canongia - Spitfires e Hurricanes em Portugal – Dinalivro - 1992
  • Lopes, Mário Canongia - Os Aviões da Cruz de Cristo – Dinalivro - 2000
  • Panado, Juan Carlos - Casa Aviocar C-212 - Reserva Anticipada Ediciones - 2004
  • Rosado, José Paulo - T – Bird – Lockheed T-33 – Força Aérea Portuguesa - Edição do Autor - 1994
  • Tadeu, Viriato, Quando A Marinha Tinha Asas – Anotações para a História da Aviação Naval Portuguesa 1916-1952 - Edições Culturais da Marinha - 1984
  • Tavares, Luiz Armando e Soares, Armando Jorge - Portuguese Fighter Colours 1919 – 1956 – MPMBooks - 2016;
  • Jornais diários diversos, principalmente Diário de Lisboa, Diário Popular, Jornal A Capital, Diário de Notícias. 
  • Revistas:
    • Ilustração Portuguesa, diversos números
    • Mais Alto, diversos números
    • Armada, diversos números
    • Air Enthusiast 13 – August/November 1980 – Portugal´s Fighters, 1940-1952;
    • Air Enthusiast 31 – July/November 1986 – Portugal´s Thunderjet;
    • Air Enthusiast 40 – September/December 1989 – Latin Lockheed PV-2S;
    • Air Enthusiast 73 – January/February 1998 – Portuguese Military Aviation;
    • Air Enthusiast 75 – May/June 1998 – Portuguese Serials e High-Winged Workhorses;
    • Air International vol. 20 nº 3 – March 1981 – Survival of the Fittest?;
    • Air Magazine nº 65 Novembre/Décembre 2015 - Les Hurricane Portugais de “Angels one Five”; 
  • Contribuições
    •  Arquivo Histórico da Força Aérea;
    • Arquivo Histórico do Exército
  • Principais sítios e blogs utilizados nas pesquisas:

 
 




1 comentário:

  1. O Ten Cor Jorge de Freitas Ferreira de Gouveia, está vivo, reformado vive na Madeira

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