quinta-feira, 28 de julho de 2016

Piper PA 18 - L21B Super Cub

PA-18 Super Cub - crédito EMFA
 

atualizado em 28 de fevereiro de 2026

A FAP utilizou um total de 27 unidades deste pequeno avião, cujo fornecimento se iniciou em 1952, com 22 aviões entregues então ao Exército Português, para serem utilizados como aviões de observação e apoio à artilharia.

Não obstante, eram os mesmos tripulados por pilotos e restante pessoal da FAP, pelo que acabaram por ser integralmente transferidos para a FAP em 1955. Em 1976 foi dada baixa dos exemplares ainda utilizados.

20 de setembro 1956

O Piper L-21B Super Cub, com a matrícula 3211 da Força Aérea Portuguesa e registo 52-6244 USAAF, despenha-se junto à localidade de Fronteira, Alentejo.

No acidente perde a vida o alferes piloto Raul Fernandes.

 
In Diário de Noticias

  
31 de maio de 1957

O Piper L-21B Super Cub, com a matrícula 3223 e o registo USAAF 52-6233, despenhou-se perto de Abrantes, após colisão com cabos elétricos, tendo falecidos os seus dois tripulantes.

O avião era pilotado pelo furriel piloto António Miguel Santos e levava como tripulante o soldado Manuel Sousa Pereira.
 



In Diário de Lisboa

16 de março de 1960

O Piper 3220, com o registo USAF 52-6239, é perdido na descolagem em Vendas Novas. Perdem a vida o tenente de artilharia José Cândido de Almeida Bessa Ramalho e o alferes piloto Raúl José Relvas Leopoldo Botelho.


In Diário de Lisboa

20 de setembro de 1975

Ao executar uma volta a baixa altitude, em Tróia, Setúbal, aos comandos de um Piper com a matrícula 3217, e o registo USAF 52-6232, embateu em cabos de alta tensão, tendo falecido o tenente piloto aviador José Júlio da Encarnação Louro. Outro piloto sofreu ferimentos.  O voo não terá sido previamente autorizado.

 



Piper Super Cub - crédito EMFA


 

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Grumman G-21B Goose

Grumman G-21B Goose - Aviação Naval



atualizado em 28 de novembro de 2026

Foram 12 as unidades utilizadas pela Aviação Naval e posteriormente pela Força Aérea no período entre 1940 e 1955.
Estes aviões fabricados nos Estados Unidos pela Grumman Aircraft Engineering, eram essencialmente anfíbios, tendo as unidades produzidas para a Aviação Naval sido desprovidos das rodas de forma a perderem algum peso o que permitia uma maior capacidade de transporte combustível, permitindo assim  ligações diretas com os Açores.

31 de agosto de 1943

O hidroavião bimotor Grumman Goose, da aviação naval portuguesa com a matrícula G-108, tripulado pelo 2º tenente Leopoldo Augusto César de Carvalho Sameiro Júnior, tendo ainda a bordo o 2º tenente Daniel Morris Simões Sexton Muller, o cabo mecânico Parracha e o 2º marinheiro telegrafista Luís de Sousa Figueiras, afundou-se no Rio Tejo em frente à Cova do Vapor.

O acidente ocorreu aquando da descolagem, devido ao hidroavião ter embatido numa crista de uma vaga.

No acidente faleceu o 2ª tenente Leopoldo Sameiro Júnior, tendo o corpo sido retirado aquando da recuperação do hidroavião.
 

                                                              In Diário de Noticias
 

In Diário de Noticias




Grumman G-21B Goose


 

Blackburn Shark IIA





Blackburn Shark

atualizado em 28 de fevereiro de 2026

Entre 1936 e 1938, a Aviação Naval utilizou 6 unidades equipadas com flutuadores. Estes aviões foram construídos na Grã-Bretanha pela Blackburn Aeroplane & Motor Co. Ltd.
24 de março de 1938

O hidroavião Blackburn Shark IIA, da Aviação Naval Portuguesa, com a matricula 5, encontrava-se naquela fatídica manhã a sobrevoar o Tejo em voo de treino junto à doca de Santo Amaro, quando por uma falha estrutural se despenhou no Tejo, arrastando para a morte o piloto tenente António Gonçalves.

Prontamente socorridos por embarcações que se encontravam no rio, foram resgatados das águas o mecânico Joaquim Palma e o telegrafista Joaquim Nascimento.







In Diário de Lisboa




Parte da frota do Blackburn Shark na Aviação Naval





HD-41 H Hanriot





Perfil do HD-41 H

atualizado em 21 de outubro de 2025

Construídos em França na Société Anonyme des Apparéils d´Aviation Hanriot, foram recebidos 6 aparelhos que foram utilizados pela Aviação Naval entre 1927 e 1933.

6 de junho de 1927

 
Tripulando um hidroavião Hanriot HD-41 H da Aviação Naval Portuguesa, com a matrícula 33, o 1º tenente Apeles Espanca precipita-se no rio Tejo em frente à Trafaria, após sucessivas manobras acrobáticas.

Procurado de imediato pelos meios de socorro existentes, foi o corpo encontrado por mergulhadores, deslocados para o local, cerca das 18 horas.

Atualização desta mensagem: Um leitor atento, a quem agradeço o comentário, suscitou a questão do corpo do tenente Apeles Espanca, não ter sido encontrado ao contrário do referido anteriormente. A informação deste blogue teve como base a notícia do Diário de Lisboa de 6 de junho, no qual, numa nota de última hora fazia referência à localização dos destroços e do corpo do piloto, citando até a sua posição no interior do hidro.  Compulsadas edições posteriores, verifica-se o desmentido dessa localização, pelo que podemos agora concluir que o corpo do malogrado piloto não foi encontrado.  


In Diário de Lisboa





Hanriot HD-41 H

Prefácio de Florbela Espanca no livro "Máscaras do Destino", dedicado ao seu irmão Apeles Espanca

Este livro é o livro de um Morto, este livro é o livro do meu Morto. Tudo quanto nele vibra de subtil e profundo, tudo quanto nele é alado, tudo que nas suas páginas é luminosa e exaltante emoção, todo o sonho que lá lhe pus, toda a espiritualidade de que o enchi, a beleza dolorosa que, pobrezinho e humilde, o eleva acima de tudo, as almas que criei e que dentro dele são gritos e soluços e amor, tudo é d’Ele, tudo é do meu Morto!

 

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Hercules C 130H








atualizado em 30 de setembro de 2019

Construídos pela Lockheed Aircraft Company, Portugal recebeu em 1977 a primeiras das seis unidade que equipam a Força Aérea Portuguesa até aos dias de hoje.
 
11 de junho de 2016

Um Hércules C-130H com a matrícula FAP 16804 e o número do fabricante 4777, entrado ao serviço da FAP em 19 de junho de 1978 teve, por motivos que ainda se desconhecem, um acidente na corrida para a descolagem numa das pistas da Base Aérea 6 no Montijo.

No acidente faleceram três dos sete tripulantes, a saber: tenente coronel piloto aviador Fernando Manuel Geraldes Castro; capitão piloto aviador André Francisco Amaral Saramago e o sargento ajudante Amândio Miguel Correia Novais.




C-130H 16804 - Crédito Luis Vaz - Planespotters


Um C-130 da Força Aérea Portuguesa incendiou-se, esta segunda-feira de manhã, na Base Aérea número 6, no Montijo.
Segundo apurou o JN, há pelo menos três mortos e um ferido grave. O avião ficou praticamente destruído na sequência do incêndio, mas são ainda desconhecidas as causas. Sabe-se, no entanto, que morreu o comandante e piloto da aeronave, um tenente-coronel; o co-piloto, com o posto de capitão; e um sargento, ou seja, três dos sete tripulantes que seguiam a bordo do C-130. Há ainda mais três feridos.
A frente do avião, em particular o "cockpit", foi a área mais atingida da aeronave, um facto que está a causar alguma estranheza, uma vez que os incêndios em aeronaves são mais comuns na zona dos motores.
O C-130 em causa pertence à esquadra 501, conhecida como "Os Bisontes". Estaria a levantar voo, na Base Aérea do Montijo, quando começaram as chamas, no interior da aeronave, por razões desconhecidas.
A Força Aérea Portuguesa (FAP) já anunciou a abertura de um inquérito. "A análise às causas do acidente irá seguir os procedimentos previstos, através de um inquérito conduzido pela Comissão Central de Investigação da Força Aérea. A Força Aérea está de luto", refere a FAP em comunicado.
"A bordo da aeronave estavam sete tripulantes. O acidente causou três vítimas mortais, um ferido grave e três feridos ligeiros, todos militares da Força Aérea", acrescentou a FAP, adiantando que o acidente ocorreu cerca das 12 horas.
Ainda segundo a Força Aérea, os feridos foram assistidos no local e depois transportados para unidades hospitalares.
De acordo com a página da Autoridade Nacional da Proteção Civil na internet, o alerta para o acidente foi dado às 12:20 horas e pelas 14.30 horas estavam no local 49 operacionais e 16 veículos.
Ministro da Defesa manifestou pesar
O ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes, manifestou hoje em nome pessoal e do Governo profundo pesar pela morte dos três militares. "A dedicação, a entrega e o serviço ao país prestado pelos militares que hoje pereceram não podem ser esquecidos. O Governo manifesta aos familiares, amigos e camaradas das vítimas as suas mais profundas condolências", referiu o ministro da Defesa, em comunicado.
José Alberto Azeredo Lopes deslocou-se hoje à tarde ao local do acidente, Base Aérea número 6, Montijo, para transmitir o "profundo pesar" em seu nome pessoal e em representação do Governo ao chefe do Estado Maior da Força Aérea, Manuel Rolo, que lhe expôs as "circunstâncias do acidente, o apoio prestado às vítimas e aos seus familiares".

Fonte: jornal de noticias






C-130H 16804 - anterior esquema pintura - Crédito Afonso Nunes - Photospot




 
Segundo informações transcritas na imprensa e relativas ao inquérito levado a cabo pela FAP, o acidente deveu-se ao facto de a tripulação não ter conseguido sair de uma manobra de emergência (abortagem da descolagem) em condições normais, tendo a aeronave saído da pista.

 

Epsilon TB-30


Epsilon TB-30
atualizado em 28 de fevereiro de 2026

Fabricados pela SOCATA empresa francesa associada à Aerospatiale  foram recebidos em 1989 dezoito unidades. Esta aeronave ainda se encontra ao serviço da Força Aérea Portuguesa na missão de instrução.  A primeira unidade foi recebida no fabricante, tendo as restantes dezassete sido montadas nas OGMA. 


20 de março de 1991

O Epsilon TB-30 com a matrícula 1412 e o número do fabricante 169, despenhou-se contra o terreno em S. Torcato, Coruche, após manobra a baixa altitude.

Perdem a vida o capitão piloto aviador Armando da Conceição Loureiro e o tenente da policia aérea João Paulo Ferreira Fernandes Capeto.


14 de maio de 1993

O Epsilon TB-30 com a matrícula 11408 e o número do fabricante 165, despenhou-se no mar, junto à Quarteira - Algarve, na Praia do Cavalo,  tendo falecido os seus tripulantes tenente piloto  João Nuno Serra Lopes e o alferes piloto Luis Jorge Calado Cabral Ribeiro.

https://arquivos.rtp.pt/conteudos/queda-de-avioneta-2/


Epsilon TB-30

 

terça-feira, 28 de junho de 2016

T-37C - Cessna










Linha de T-37C - Asas de Portugal - Inglaterra - Greenham Common 1977

atualizado em 28 de fevereiro de 2026

Construídos pela norte-americana Cessna Aircraft Co., equiparam a Força Aérea Portuguesa entre 1963 e 1992 com o objetivo de serem utilizados em missão de treino. 
Uma parte significativa dos 30 aviões adquiridos, foi utilizada pela esquadrilha Asas de Portugal, tendo, por isso, recebido as cores que caraterizaram os últimos anos da frota.


03 de fevereiro de 1964

O Cessna T-37C, com a matrícula 2409, anteriormente 62-5934 na U.S. Air Force, pilotado pelo capitão piloto aviador Rodrigo Guedes Pinto e pelo aspirante piloto aviador Rogério C. Ramos Sequeira, despenhou-se no mar ao largo de Santa Cruz, Torres Vedras.

No acidente faleceram os dois tripulantes não obstante se terem ejetado do avião quando se aperceberam dos problemas.




In Diário de Lisboa

16 de maio de 1964

O Cessna T-37C, com a matrícula 2416, anteriormente 62-5941 na U.S. Air Force, pilotado pelo alferes piloto aviador José Serafim da Encarnação Pinto, despenhou-se no rio Tejo em frente a Alverca, quando treinava para uma exibição aérea.

No acidente faleceu o seu único tripulante.
 

In Diário de Lisboa

10 de novembro de 1964

O Cessna T-37C, com a matrícula 2413 registo USAF 62-5938, pilotado pelo aspirante piloto aviador Jorge Eduardo Tavares, despenhou-se na Quinta da Riba Fria, Sintra.

No acidente faleceu o seu único tripulante.

In Diário de Noticias
 
 

Cessna T-37 C - pintura original
 
19 de maio de 1965

O Cessna T-37C, com a matrícula da FAP 2408 anteriormente 62-5933 na U.S. Air Force, pilotado pelo aspirante piloto aviador Carlos Maldonado Machado, despenhou-se no rio Sado frente a Tróia quando efetuava manobras a baixa altitude.

No acidente faleceu o seu único tripulante, nascido e criado em Setúbal.
 
In Diário de Lisboa
 
17 de maio de 1968
 
O Cessna T-37C, com a matrícula da FAP 2405, anteriormente 62-5930 na U.S. Air Force, pilotado pelos tenente piloto aviador António Manuel Simão Redondo e levando como tripulante o alferes da polícia aérea Abílio Mendes Fernandes, despenhou-se no mar perto da Lagoa de Albufeira, Sesimbra.


No acidente faleceram os dois tripulantes.




In Diário de Lisboa
 

In Diário de Lisboa


In Diário de Lisboa
 
05 de novembro de 1986


O Cessna T-37C, com a matrícula da FAP 2418, anteriormente 62-5943 na U.S. Air Force, pilotado pelo capitão piloto aviador Gil José Vaz Afonso e pelo tenente Piloto aviador César Manuel Vagos Morais, despenhou-se, devido a manobra acrobática a baixa altitude, no local de Zambujeira - Beringel - Beja.

No acidente faleceram os dois tripulantes.
 


In Diário de Lisboa

09 de dezembro de 1990

O Cessna T-37C, 2415, registo USAF 62-5940, pilotado pelo capitão piloto aviador José Carlos Magalhães da Costa, despenhou-se nos terrenos da Base Aérea 1 - Sintra, por falha estrutural da aeronave - fratura de uma asa.

O Acidente levou à suspensão dos voos da frota dos T-37C e ao seu posterior abate prematuro. O custo das reparações/substituições era demasiado oneroso face ao número de horas ainda disponível da frota.

No acidente faleceu o seu único tripulante.

 

Boeing SB-17G Flying Fortress

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